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Verão colore as praias de Baía Formosa
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Sol, mar, boas ondas, gastronomia, dentre outras mil e uma possibilidades de aproveitar a natureza. Esses são os pilares de sustentação do turismo de Baía Formosa, que como o nome diz, é uma baía localizada ao sul do litoral potiguar, que oferece inúmeras fontes de prazer para as pessoas que gostam de aproveitar a estação mais quente do ano.
Demorou mas começou. O veraneio está fervendo as praias de BF, como carinhosamente os íntimos gostam de chamar a cidade que é realmente formosa. Na Praia da Cacimba, onde existe uma concentração de imóveis, os proprietários finalmente reabriram suas casas de praia. A maioria está reformada, pronta para receber até o mar mais bravio.
As ondas são o principal estímulo para uma família de pessoenses adeptos desse paraíso há mais de dez anos. A artista plástica Andreia Cahino, 36 anos, explicou que a família toda - ela, o marido e dois filhos - são apaixonados pelo local. "Isso aqui é bom demais". No momento da reportagem, eles estavam passando com pranchas debaixo do braço, em direção ao Pontal, um dos picos mais queridos pelos surfistas da praia.
O carnaval também é um atrativo forte principalmente para pessoas vindas da Paraíba e das cidades vizinhas, como Nova Cruz. A engenheira Candira Santiago, 27 anos, é um exemplo. Ela e o marido estavam passando um dia de domingo na praia para fechar negócio de uma casa para o carnaval. "Nós gostamos da tranqüilidade", disse. O casal Joana D'arc, 34 anos, e Roberto Soares Medeiros, 47, também gosta de freqüentar a praia. "Quando a gente não vem para casa de amigos, nos hospedamos em uma pousada".
O verão este ano atraiu para Baía Formosa um tipo de comerciante típico das praias, o vendedor de picolé Wilson do Carmo Miranda, 46 anos. Mas ele não está gostando das vendas. No entanto, como a empresa levou dois vendedores e o outro desistiu, a tendência é o movimento melhorar para ele. "Houve altos e baixos. Mas acho que vai ser experiência boa".
Como já estamos no meio do veraneio e o carnaval está se aproximando, a maior parte das casas das casas já está ocupada, mas ainda existem algumas disponíveis. Quem se interessar em alugar casas para finais de semana, veraneio, carnaval ou quaisquer outras temporadas, os telefones (84) 9142-3289 ou (84) 9418-8212 são de proprietários que dispõem de imóveis mobiliados.
Albacora movimenta mercado pesqueiro de Baía Formosa |
Os ventos que sopram ao sul trazem para Baía Formosa os pescadores do litoral norte potiguar, que são atraídos anualmente para a pesca da albacora. A safra começou em setembro e vai até o mês de janeiro. O peixe, cuja textura se assemelha com a do atum, é bastante apreciado pelos moradores da região agreste do Rio Grande do Norte e de algumas cidades paraibanas.
Semanalmente, os 120 barcos que se lançam ao mar trazem cerca de 20 toneladas de albacora, que são revendidas aos feirantes da região. Segundo o presidente da Colônia de Pescadores de Baía Formosa, o pescador conhecido como Félix (Carlos Antônio Ferreira), o peixe não é repassado para restaurantes porque as pessoas que não conhecem seu sabor têm receio de experimentá-lo devido à coloração escura da carne.
"Muita gente não gosta da albacora por achar que tem a carne escura e portanto não ser saborosa, mas não sabem o que estão perdendo. Sem falar que a parte de dentro do peixe é branca", afirma. Ele ainda declara que a albacora também é ideal para o Sashimi (prato da culinária japonesa), por ter textura semelhante ao atum.
VENTANIA NO NORTE - Os pescadores de Diogo Lopes (distrito de Macau), Caiçara do Norte e Galinhos são "fregueses" tradicionais da albacora em Baía Formosa. Há 24 anos, o pescador Guilherme José Miranda da Silva, 48 anos, desloca-se de sua praia para Baía Formosa, no período da safra, em viagem de barco que dura cerca de dez dias. Ele afirma que, enquanto tiver força para trabalhar, não fica em Diogo Lopes nesta época do ano.
"Há muita ventania no norte, impossível de se trabalhar", afirmam os pescadores. 'Seu' Guilherme vem acompanhado do filho Gilênio Lourenço da Silva, 23 anos, solteiro, e de Waldemir Silva de Santana, também com 23 anos, casado. "O período que passamos fora de casa é compensador, caso contrário, nós não viríamos mais", diz Gilênio.
Devido ao vento ser favorável, ou ainda por causas de correntes marítimas que facilitam a proximidade entre o litoral norte e Baía Formosa, o fato é que existe uma boa camaradagem entre os pescadores. "Graças a Deus, temos um relacionamento muito bom. Ninguém reclama por estarmos aqui, pelo contrário, somos todos amigos", afirmam.
Outras safras:
Lagosta: de 1º de maio a 31 de dezembro
Avoador: abril, maio e junho
Serra, Dourado, Cioba, Cavala: o ano todo
Texto: Eliade Pimentel - Jornalista (DRT-RN 875)
Voley de praia é a boa sacada das areias de Baía Formosa |
O pessoal do Voley de Praia de Baía Formosa se organiza para ganhar status profissional. Os atletas estão se reunindo para criar a ASVBF - Associação de Voley de Praia de Baía Formosa - que congregará os mais de 60 jogadores da cidade, das categorias juvenil e adulto.
O atleta Josivaldo Freire do Nascimento informa que o principal objetivo do grupo é sensibilizar as entidades estaduais para a qualidade que o esporte tem em Baía Formosa. Nos finais de semana, feriados e férias, os jogadores lotam as areias da Praia da Cacimba e simulam campeonatos, sempre com a perspectiva de participarem de circuitos profissionais.
"No passado, já participamos de competições importantes, mas atualmente o esporte está muito sem incentivo, tanto do poder público municipal quanto da Federação Estadual de Voley. Precisamos de mais estímulo", declara Josivaldo. A meta do grupo é realizar um evento anual que se transforme numa etapa do circuito estadual ou até mesmo nacional. "Nós temos talento para isso", garante.
Na seqüência, o grupo pretende organizar todos os esportes praticados na cidade como uma Liga Desportiva, para que Baía Formosa se destaque no seu potencial desportivo, que realmente é muito latente. Além do voley, a cidade se destaca no surf, na capoeira e no futebol (de areia, futevoley e de campo). "O esporte é a saída contra as drogas e no nosso grupo existe a prova maior disso, porque o pessoal que está com a gente é dedicado aos estudos, ao trabalho e principalmente ao voley", assinala.
Mais informações: (84) 9408-1019 - Josivaldo
Texto: Eliade Pimentel - Jornalista (DRT-RN 875) |